Winnie Harlow: modelo que quebra padrões no mundo da moda

Canadense de 23 anos é símbolo de representatividade e inspira mulheres pelo mundo

Quem acompanha o mundo fashion já percebeu que, nos últimos anos, algumas modelos estão desafiando os padrões de beleza antes estabelecidos na indústria da moda. Cada vez mais inclusiva, a moda hoje destaca, em suas passarelas e editoriais, mulheres talentosas e de belezas diversas, que antes não encontravam espaço dentro desse universo. E vamos combinar: é sempre bom ver mulheres com belezas parecidas com as nossas nas capas de revistas, não é?

Winnie Harlow é uma dessas mulheres que estão ampliando o significado de beleza o mundo da moda. Além de se consolidar como uma das modelos mais requisitadas da atualidade, ela, que completou 23 anos nesta quinta-feira (27), tem voz ativa pela representatividade no mundo da moda!

Aos quatro anos, Winnie foi diagnosticada com vitiligo, uma doença que causa a perda gradativa da pigmentação da pele e gera manchas pelo corpo. Como sua pele é negra, as manchas têm ainda mais destaque na pele da modelo, que já afirmou em entrevistas ter crescido ouvindo apelidos relacionados a essa característica.

Isso nunca foi problema para a canadense, que sempre quis ser modelo. Aos 19 anos, ela participou do reality show America’s Next Top Model, que abriu as portas para uma carreira de sucesso e para marcas famosas, cujas campanhas a modelo estrelou. Sucesso, né?

Mas chegar e conquistar espaço em uma indústria que ainda valoriza um tipo muito específico de modelos exige muito trabalho e muita fé em si mesma e no seu poder. E isso Winnie tem de sobra, como deixou claro em uma entrevista a uma publicação americana: “Adoro ser diferente. Sou eu mesma. Se dissesse que não, significaria que não gosto de mim mesma”. A gente não poderia admirar mais!
O talento e a postura autoconfiante também fazem com que a modelo tenha uma legião de fãs nas redes sociais: no Instagram, são 2,4 milhões de pessoas que acompanham seus passos e sua rotina. Ela faz questão de deixar as manchinhas à mostra em seus looks.

Não é por acaso que Winnie é considerada uma importante porta voz da inclusão no mundo da moda. Desde que se tornou reconhecida como modelo, ela participa de diversos eventos de empoderamento feminino, sempre falando sobre a importância do amor próprio, e sobre a responsabilidade de representar uma beleza diferente, para que meninas tenham mais exemplos para crescer se inspirando. <3 Certíssima!

Com essa trajetória, muita gente considera Winnie uma super inspiração. Nesse ano, ela recebeu o Prêmio da Editora no “Glamour Women of the Year”, que reúne, todo ano, em Londres, mulheres que se destacam em diversas áreas de atuação. A supermodel foi considerada inspiração do ano. Não tem como discordar, não é mesmo? E seu look na noite da premiação (foto abaixo) brilhou como nunca!

Demais, né? Por um mundo em que as mulheres acordem todas as manhãs com a consciência e o orgulho de quem são! <3

Quer saber quem mais levanta a bandeira de representatividade no mundo da moda? Separamos três nomes para você prestar atenção!

Halima Adem

A modelo foi a primeira concorrente do Miss Minessota USA a usar um burkini e um hijab. Depois disso, Halima, que é muçulmana, conquistou espaço no universo fashion: foi capa de revistas, e desfilou para grifes como a Yeezy Season 5, do Kanye West, sempre com muito orgulho de sua identidade.

Ashley Graham

A modelo plus size conta que ouviu muitas vezes que nunca conseguiria estrelar editoriais por causa do tamanho do seu manequim. Hoje, acumula capas de revistas como Vogue e Elle, e foi a primeiro modelo plus size a posar para a edição Swimsuits da revista Sports Illustrated. E com muito orgulho!

Duckie Thot

A australiana foi revelada numa edição do Australia’s Next Top Model e não se importa em criticar o que ainda não está funcionando direito no universo da moda. Diversas vezes, trouxe à tona, em suas entrevistas, o assunto da falta de representatividade negra em editoriais de moda, composto, em sua maioria, por pessoas brancas.

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COMENTÁRIOS

  1. Entendo que a matéria quis mostrar o quanto esta modelo é forte e quebrou as barreiras do preconceito para conquistar o seu sonho. Mas a vitiligo nada tem haver com a beleza. Meus esposo tem vitiligo em 90 % do corpo e isto não influi em nada no seu carater, sua alaegria, seus princípios e auto estima. Ele sabe quem ele é em Deus e para todos com quem convive. O mundo está cheio de percepções enganosas quanto a aparência das pessoas. Cabe a cada um conhecer a si mesmo e se aceitar como é, amar a si mesmo. Isto é que quebra tabus, preconceito e padrões.

  2. Todas elas são bonitas. Não estão definido padrão de beleza ou quebrando padrão. Que padrão elas estão quebrando? Ah! estão quebrando o padrão que o pessoal da moda colocou e agora diz que o mundo é preconceituoso. Idiotas!

  3. De fato ha muitos padroes de beleza q ñ sejam o dos traços nordicos: a negra, a hispanica, niponicas e outras. A beleza na idosa, as gordinhas, preferidas dos homens. A magreza exagerada como padrão tem levado a anorexia. Mas uma coisa é a beleza e a outra a inclusão. No caso do vitiligo, é uma deficiencia organica. Ainda q os efeitos possam ser belos tenho duvidas se seria um modelo de beleza a ser almejado.