Quem entra na dança não consegue parar

Conheça histórias de mulheres que descobriram a dança como forma de atividade física e superação

Que menina nunca se imaginou bailarina? Subir em um palco vestindo saia rodada e sapatilhas, encantar com movimentos delicados e perfeitamente sincronizados como os das miniaturas de caixinhas de música… Muitas de nós fomos levadas pela mão para aulas de ballet quando éramos crianças e, hoje, só nos lembramos vagamente do plié, não é? Mesmo quem nunca dançou quando pequena tem a chance de aprender a se movimentar – seja para retomar um sonho, para não fazer feio na pista de dança ou apenas para perder calorias de um jeito mais divertido!

Quem entra na dança não consegue parar

Pode ter certeza de que, se você não está acostumada com atividades físicas, vai achar muito mais prazeroso começar a dançar do que correr em uma esteira. Foi o que aconteceu com Simone Balestro ao descobrir a mistura de dança e circo sobre tecidos suspensos. Ela não se dedicava a atividades físicas desde os 14 anos, quando deixou o ballet de lado. Hoje, aos 27, depois de cinco anos como aluna, já se tornou professora de dança aérea, conciliando com outros dois empregos como designer e agente de viagens.

“Tem dias em que eu não tenho vontade de fazer nada, mas chego na aula e me empolgo com as minhas alunas. Elas se motivam, se apoiam, é lindo!”, conta Simone. Todo o esforço compensa quando as novas dançarinas percebem que deixaram o sedentarismo para trás e, ainda, fizeram novas amizades. Os treinos desenvolvem a elasticidade do corpo, fortalecem os músculos e exigem muito trabalho em equipe para preparar as coreografias.

Quem entra na dança não consegue parar

Encaixar um espacinho na agenda para começar ou voltar a dançar pode parecer difícil, mas quem supera o desafio do começo certifica que a vontade de se mexer é cada vez maior. A estudante Natasha Moreira, 20 anos, começou na dança flamenca há apenas quatro meses e já não abre mão de ensaiar três dias na semana, mesmo no verão de 40 graus. Com a saia rendada e o sapato de salto típicos do estilo espanhol, ela vem aperfeiçoando os movimentos calorosos que também a ajudam a vencer a timidez. “Me desinibi, meu corpo começou a funcionar melhor e já valorizei minha postura, que sempre foi meio fechada. É uma libertação”, garante.

Seja na dança clássica ou nos estilos contemporâneos, a chave é conciliar o bem para o corpo com o bem para a alma. E é sempre tempo de encontrar na dança uma grande parceria. O professor Robson Gambarra, dançarino há mais de 30 anos, diz que até na terceira idade é possível ver homens e mulheres se transformarem em profissionais. “Todo mundo tem condições de aprender, desfrutar desse mundo e se soltar. A dança é uma das formas de expressão mais completas”, atesta o especialista. E então, se animou? Entregue-se para a dança você também!

E então, se animou? Entregue-se para a dança você também!

Fotos: Mayna de Ávila / Circo Híbrido e Miguel Neves

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