Mulheres no futebol: a beleza do esporte para elas

Conheça histórias de mulheres que vivem intensamente essa paixão

Em época de finais de Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro de Futebol de 2016, podemos perceber como a participação feminina no esporte vem aumentando ano a ano. Seja na torcida dentro e fora do estádio ou no envolvimento profissional, elas veem beleza em um ambiente que já foi dominado pelo preconceito de gênero.

O governo federal percebeu a importância da maior participação das mulheres no futebol, já que o esporte faz parte da cultura do país. Ao criar o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol, o PROFUT, uma das exigências aos clubes que aderiram foi o investimento nos times femininos.

E nós de Viva Linda, acreditando na beleza dessa paixão nacional, fomos atrás de histórias reais sobre quem ama estar envolvida no fascinante mundo do futebol. Quem sabe você não se inspira e começa a praticar?

Jogadoras de futebol comemorando gol.
Paixão desde a infância

A analista comercial Ariadne Osandabaráz, de 27 anos, tem o futebol como hobby. Pelo menos duas vezes por semana, ela pratica o esporte com amigas e frequenta sempre o estádio do time do coração, o Grêmio, de Porto Alegre. “Eu gosto de futebol desde pequena, pois sempre fui muito incentivada pelo meu avô que era colorado e meu pai gremista. Na minha infância, eu ‘virava a casaca’ de tempos em tempos para não decepcionar nenhum dos dois. Mas, em 1995, quando eu tinha 6 anos, o Grêmio foi campeão da Libertadores e eu fui chorando falar para o meu avô que eu não queria mais ser torcedora do Internacional. Ele riu e disse que eu podia ser o que eu quisesse, que ele me apoiaria. Saí correndo, radiante!”, lembra.

E é isso mesmo. A gente pode ver a beleza no que quiser! Para Ariadne, a beleza do futebol está na espontaneidade. “Eu vejo isso na jogada inacreditável de um atleta, seja amador ou profissional, dentro das quatro linhas ou numa reação sincera de um torcedor motivado por um sentimento puro e genuíno, em que materialmente não se ganha nada em troca”, enfatiza.

Os presentes de aniversário de Ariadne Osandabaráz sempre lembram o time do coração
Os presentes de aniversário de Ariadne Osandabaráz sempre lembram o time do coração
Futebol como profissão

A paixão pelo futebol também sempre fez parte da vida da educadora física e ex-jogadora, Eduarda Luizelli, de 45 anos. Conhecida como Duda, ela começou profissionalmente aos 13 anos, quando atuou no Sport Club Internacional, de Porto Alegre. Aos 14 já participava do seu primeiro Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. Duda também teve passagens por clubes italianos como o Milan e o Verona.

Desde que voltou ao Brasil, ela está à frente da escolinha que leva o seu nome na capital gaúcha, por onde já passaram 14 mil meninas e mulheres. “Creio que hoje não existe mais preconceito sobre mulheres jogando bola. O que importa é a prática de um esporte sadio. A gente tem turmas de mães e tem uma senhora de 74 anos que pratica. Hoje não existe idade, basta querer ter saúde, ter amigos. Eu acho que isso é o futebol hoje no Brasil”, acredita Duda.

Duda participa até hoje das atividades do time que a revelaram no futebol
Duda participa até hoje das atividades do time que a revelaram no futebol
Histórias em campo

A sensibilidade feminina ajuda na hora de contar histórias sobre o futebol. E isso faz parte do trabalho da jornalista Karine Alves, 34 anos, que é repórter e apresentadora no canal esportivo Fox Sports. Ela já fez a cobertura de eventos grandes, incluindo a Copa do Mundo aqui no Brasil e, mais recentemente, realizou o sonho de trabalhar nas Olimpíadas no Rio de Janeiro. “Tive o privilégio de estar no Maracanã lotado quando a seleção brasileira masculina de futebol ergueu a taça olímpica pela primeira vez”, conta.

A jornalista diz que o retorno recebido do telespectador é admiração e respeito. A credibilidade para falar de futebol vem ao longo do tempo, buscando estar sempre informada e transitando entre o estúdio de TV, entrevistas com jogadores e técnicos e coberturas na beira do campo.

Karine acredita que a beleza do futebol está na capacidade de inspirar e emocionar. “Esse esporte dá a chance de fazer pessoas vibrarem e aprenderem com a história de seus ídolos e dos seus times. Há poucos dias, depois da tragédia envolvendo a Chapecoense e jornalistas brasileiros, tivemos uma prova do que o futebol é capaz: ele mostrou a sua força, a sua capacidade de unir o mundo inteiro pela solidariedade”.

Karine Alves é jornalista esportiva
Karine Alves há 10 anos conta histórias sobre futebol

Você também curte futebol e tem uma boa história ligada ao esporte? Então, conta aí nos comentários para a gente! 😉

COMENTÁRIOS 0

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Connect with
with Facebook