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Transgêneros: 4 lições importantes que aprendemos sobre o tema

 

A transexualidade é um assunto que está cada vez mais em pauta na nossa sociedade – e a gente comemora, já que o tema é superimportante e precisa ser debatido cada vez mais para aumentarmos a informação e acabarmos de vez com o preconceito. Nós, de Viva Linda, acreditamos em todas as formas de beleza e acompanhamos os relatos e manifestações de pessoas transexuais que falam abertamente sobre suas experiências e nos motivam em vários momentos. Entrar em contato com relatos e histórias inspiradoras nos fez aprender quatro lições valiosíssimas para levar para vida.

Temos que nos aceitar como somos

A realidade de quem não se identifica com o próprio corpo é difícil e cheia de inseguranças e medo. O caminho até se perceber pode ser longo, mas a alegria de compreender e aceitar o processo pelo qual você está passando é muito gratificante. O autoconhecimento e a autoaceitação são chaves para uma vida mais leve e feliz. Todo dia vemos exemplos de pessoas que abraçam a própria realidade e nos fazem entender que a partir do conhecimento dos nossos desejos é possível descobrirmos a beleza de sermos quem somos.

É preciso coragem para lutar pelos nossos direitos

Pessoas transexuais enfrentam diversas batalhas diárias para conquistar os direitos mais básicos, como ser reconhecido e ouvido, ser chamado pelo nome real, poder escolher a própria aparência, andar na rua sem medo. Todos os dias, vemos pessoas corajosas que enfrentam diversos obstáculos para garantir os seus direitos e o reconhecimento da própria identidade. A gente sabe que não é fácil enfrentar a família, o preconceito da sociedade e a violência constante, tanto física quanto emocional, mas também aprendemos como é importante encarar todos esses obstáculos de cabeça erguida, acreditando em si mesmo e lutando pelo reconhecimento e pelo respeito a quem se é.

Beleza é algo que se sente

Entender e fazer as pazes com o próprio corpo e com a imagem no espelho pode ser um momento mágico que nos faz entrar em contato com nossa essência e transforma a nossa vida. Porque beleza é muito mais do que a gente vê – ela é, também, um estado de espírito. A forma como você olha para si mesmo e enxerga sua beleza faz toda a diferença para encarar a vida. Pessoas transexuais se percebendo todos os dias em novos e pequenos detalhes nos incentivam a acreditar que a beleza que vem de dentro é o que nos dá forças para mudar a realidade ao nosso redor e a nossa própria realidade.

Representatividade importa

O assunto está cada vez mais em pauta e nos faz perceber como a representatividade importa. Muitas pessoas transexuais conseguem entender pelo que estão passando através de exemplos de outras pessoas – e fica muito mais fácil quando a gente encontra com quem dividir os anseios e os sentimentos sobre a nossa trajetória, não é mesmo?

Cinema, televisão, literatura, mundo da moda, salas de aula, consultórios médicos, lojas: esperamos ver pessoas transexuais ocupando todos esses espaços e gerando identificação pois quanto mais exemplos no nosso cotidiano mais fácil falar de representatividade.

Trazer o assunto para a pauta também quer dizer trazer essas pessoas que já foram tão invisibilizadas para a conversa, ouvir seus medos e suas necessidades. Naturalizar o assunto é importantíssimo para a quebra dos estereótipos que o cercam. A gente torce para que, cada vez mais, histórias de vida de pessoas transexuais cheguem até a gente por todos os meios e canais porque representatividade importa muito,sim!

Histórias inspiradoras

Cada história é diferente e cada pessoa vive o processo de descobrir a verdadeira identidade de maneiras diferentes.

Fomos atrás de casos reais e inspiradores de pessoas transeuxais que falam sem medo sobre suas vivências. O músico Erick Barbi e a atriz Leona Jhovs compartilharam com Viva Linda suas trajetórias corajosas em depoimentos emocionantes. Confira.

“O alívio de descobrir o que eu era foi imenso”

Foto: Anderson Torres
Foto: Anderson Torres

Antes de me “descobrir” transexual já sabia da existência da transexualidade, porém, achava que só era possível para casos opostos ao meu, como o da Roberta Close, por exemplo. Na minha imaginação, só era possível uma adequação no caso de uma pessoa que nascera num corpo masculino e se sentia mulher, como era o caso dela. Por isso, me achava um “peixe fora d’água”. Na verdade, eu pensava ser castigado, uma aberração. Não entendia porque me sentia tão fora do meu corpo. Por mais que tentasse me encaixar em algum padrão  e a única “possibilidade” para mim na época era que eu fosse uma mulher lésbica -, nunca me senti como tal. Lésbicas são mulheres que sentem atração por mulheres. E eu não era e nunca me senti uma mulher. O que eu era? Não sabia.

Quando descobri, assistindo ao filme “Meninos não choram”, que existiam homens transexuais, foi um divisor de águas. Entrei em estado de catarse. Chorei durante uma semana seguida. Depois de me encontrar, fui atrás de saber como poderia rever este quadro. Se era possível para as mulheres trans, com certeza seria possível para mim.

Foi aí que conheci outros homens trans na Internet. Só que de outros países, como EUA e Canadá. Entrei em contato por e-mail, via sites, depoimentos… Logo depois, conheci um homem trans aqui do Brasil, que é um grande amigo até hoje. Ele me apresentou esse mundo e todas as possibilidades de tratamento. Fui atrás de tudo, como um rolo compressor, conseguindo tratamento hormonal, terapia com psicólogo – que sempre fiz, mas agora eu já assumia o Eric -,  cirurgias e mudança de nome e sexo no registro civil.

A questão já não era mais “me aceitar”, mas o alívio de descobrir o que eu era foi imenso! Tanto para mim quanto para minha família. Era muito angustiante minha vida antes de saber que eu era transexual. Depois da descoberta, tudo se encaixava. Todas as respostas vieram à tona.

As pessoas ao meu redor receberam as respostas para as perguntas que faziam mentalmente sobre minha condição. E para eles foi como um alívio também. Hoje em dia, faço questão de me expor e falar sobre transexualidade, porque é muito angustiante para uma pessoa trans não saber o que acontece com ela. Quando descobrimos, é um alívio muito grande sabermos que existem pessoas como nós, que sofrem das mesmas angústias e passam pelas mesmas coisas. E principalmente para poder ajudar a mostrar o caminho, tanto para elas, quanto mostrar para a sociedade que somos pessoas como quaisquer outras. Merecemos respeito e dignidade. E o direito de sermos quem somos.

Erick Barbi, músico, empresário e publicitário

“A aceitação dos outros foi menos dolorosa porque eu tinha uma família ao meu lado”

Atriz Leona Jhovs posa com vestido preto
Foto: Jetmir Idrizi

Acreditava ser um menino gay e meu comportamento era muito lido por todos como afeminado, mas percebia que não me interessava por meninos afeminados, por exemplo, e muito menos me sentia confortável com o universo masculino no quesito roupas e brinquedos. Nessa época, tudo foi muito confuso e doloroso –  minha natureza agia sempre ao contrário daquilo que a sociedade acredita ser ideal para um corpo masculino. Eu só me identificava e agia com o universo feminino. E perceber a cobrança que isso trazia era muito forte e me reprimia, mas como era algo natural, eu não conseguia lutar contra. Então vivia em um universo paralelo, onde, sozinha, estava passando batom, vestindo roupas da minha mãe, brincando com as bonecas das minhas irmãs. Percebia que estava fugindo ao que era imposto quando as pessoas me cobravam uma masculinidade que elas mesmas não viam em mim.

Eu tive noção de que era possível ser mulher mesmo não tendo o corpo geneticamente designado para isso quando eu vi as primeiras travestis se prostituindo nas ruas, quando tinha mais ou menos dez anos de idade. Mas, como eram corpos estigmatizados e marginalizados – e ainda são, eu tive medo de me reconhecer ali. Até que, mais tarde, tive contato com a Roberta Close em um programa de televisão e foi quando comecei a querer libertar a mulher que sempre existiu em mim.

A minha família notou que tinha algo diferente e sempre buscou acompanhamento psicológico, não só para mim, mas em família também. Então, desde muito novinha eu entendia que não estava dentro do padrão, mas ter uma família que respeitava e procurava entender pelo que eu estava passando era muito forte e importante.

De qualquer forma, levei muitos anos para me aceitar e respeitar minha própria natureza, principalmente por causa da minha primeira referência de pessoas trans. Mas chega um momento, depois de muitas depressões, em que percebi que a transição estava acontecendo naturalmente. Comecei a fazer sobrancelhas, passar máscara para cílios, usar roupas mais ousadas e, enfim, deixar o cabelo crescer. Esse processo todo levou anos, um tempo cruel e árduo. Mas venci e continuo vencendo todos os dias. Até porque a vida muda completamente – é como se você matasse um ser que, por mais que nunca tenha sido real, existiu para todo mundo. Isso causa muito transtorno, não apenas nos outros, mas em nós mesmos.

No meu caso, a autoaceitação e a aceitação dos outros foi menos dolorosa porque eu tinha uma família ao meu lado. Não foi um mar de rosas, para eles também foi difícil aprender a lidar com uma nova filha, mas como o amor e respeito exercem uma força importantes para esse processo, sempre fui empoderada, sempre soube me defender e, assim, não deixar o preconceito e a depressão me matarem.

Por isso, falar sobre o processo, além de importante, é essencial. Para mim é uma responsabilidade também, como artista e corpo político. Ainda mais no Brasil, que é o país que mais mata pessoas trans. Por ser uma mulher trans, a minha expectativa de vida é 35 anos. Não é uma responsabilidade fácil porque a cobrança vem de todos os lados, mas tenho consciência de que cada um carrega uma história e sabe as dores e delícias de ser quem se é. Então coloco isso como uma missão, um sentido para viver e sigo na luta. Espero que valha a pena não apenas para mim, mas para o coletivo também. Então sigo.

Leona Jhovs, atriz e militante da causa trans

Relatos cheios de força e que ajudam a entender que a autoaceitação faz parte de uma longa trajetória. <3

Outubro Rosa: elas superaram o câncer de mama e são nossa inspiração

Todos os anos, nessa mesma época, um assunto se torna recorrente: é o Outubro Rosa, que reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento do câncer de mama. A doença é o tumor que mais mata mulheres no Brasil, e o segundo tipo de câncer mais comum entre elas, ficando atrás apenas do de pele não melanoma.

O objetivo da campanha é estimular as mulheres a fazerem o autoexame e procurarem um médico quando sentir qualquer sintoma diferente no próprio corpo. Afinal, quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura. Os casos ainda são raros em mulheres com menos de 35 anos mas, acima dessa idade, os números crescem progressivamente, especialmente após os 50. E, claro, pode atingir qualquer uma de nós.

Na semana passada, logo após ganhar seu oitavo Emmy, a atriz americana Julia Louis Dreyfus, conhecida por seus papéis nas séries Seinfeld e Veep, fez um comunicado em sua conta do Twitter, revelando a descoberta do tumor.

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Uma em cada oito mulheres desenvolvem câncer de mama. Hoje, eu sou uma delas. A boa notícia é que, ao meu lado, eu tenho a melhor equipe do mundo, a família e os amigos mais carinhosos, e uma incrível assistência de saúde através do meu sindicato. A má notícia é que nem todas as mulheres têm essa sorte, então vamos lutar por todos os tipos de câncer e tornar a saúde pública uma realidade.

Apesar de ser uma doença difícil, muitas mulheres passam pelo período e se tornam exemplo de força e otimismo, encontrando um novo sentido para lidarem com a rotina. No Brasil, várias famosas também enfrentaram o câncer de mama e saíram vitoriosas da doença.  Hoje, servem de inspiração para mulheres que passam pelo mesmo. Veja algumas delas:

Patrícia Pillar

 

A atriz Patrícia Pillar descobriu o câncer de mama através do autoexame, no final de 2001, quando tinha 37 anos. Ela ficou curada depois de uma cirurgia para retirada do tumor e das sessões de quimioterapia, que fizeram com que perdesse todo o cabelo. Em entrevistas na época, a atriz afirmou que manter o bom astral e a tranquilidade na hora de lidar com o sofrimento trazido pela doença foram indispensáveis.

Costanza Pascolato

 

Quem segue Costanza Pascolato e se diverte com suas dicas de estilo talvez nem imagine que a consultora de moda já enfrentou o câncer de mama duas vezes, uma em 1993 e outra em 2001.

A consultora já falou abertamente sobre como lidou com a notícia, nas duas vezes em que encarou a doença. Para ela, buscar informação foi imprescindível para sentir-se segura. Além disso,  gostar de si mesma, amor próprio mesmo, é primordial. Ela sempre bate na tecla da importância da autoestima e do cuidado consigo mesma na fase de tratamento. Para ela, só é possível se doar aos outros depois que você cuida de si. Faz sentido, né? <3

Elba Ramalho

 

Em 2010, Elba Ramalho descobriu a doença através de exames que fazia regularmente. A cantora fez cirurgia para retirada do tumor, encarou sessões de radioterapia e já ressaltou a importância de descobrir a doença logo no início. Ela é enfática ao falar, em entrevistas, sobre a importância de ficar atenta a todas as mudanças do corpo e de se observar sempre.

Além disso, ela garante que a chave para passar pelos momentos difíceis foi tirar força do alto astral que sempre teve e da rotina de hábitos saudáveis que sempre fizeram parte de sua vida. Para ela, a confiança e o destemor ajudam a enfrentar o período.

Arlete Salles

 

Arlete Salles enfrentou a doença em 2014. Em entrevistas, depois de curada, a atriz disse que esse foi o período mais difícil de sua vida e afirma que a dificuldade do percurso fez com que ela se sentisse renascida.

O carinho e o apoio de amigos e familiares foram essenciais na hora de passar pela cirurgia, sessões de quimioterapia e a queda dos cabelos. A paixão pelos palcos também serviu de incentivo e, segundo conta, uma das coisas que a motivaram a passar pela doença foi a vontade de voltar a atuar, sua grande paixão.

Elas superaram a doença com toda a força e energia positiva, é são uma inspiração para todas nós! Então, não deixe de fazer o autoexame. Lembre-se: um toque pode mudar tudo. Estamos juntas nessa, tá? <3

*Informações Instituto Nacional do Câncer

Vinte de Setembro: O Boticário celebra a beleza de ser gaúcho

Os costumes e tradições moldam a nossa percepção de mundo e o jeito de encaramos a vida, certo? Afinal, sempre estaremos ligados ao lugar e a cultura de onde viemos. O Boticário acredita na beleza das tradições, desde as mais grandiosas até aqueles pequenos hábitos que aprendemos em casa e repetimos todos os dias. É o que nos conecta a nossa história, independente de onde estejamos.

E quando falamos em honrar e valorizar tradições, não dá pra negar que o Rio grande do Sul é um dos estados que mais se orgulha das suas, e por isso O Boticário preparou uma homenagem especial a esse povo que tanto reafirma a sua história e reconhece a beleza de celebrar seus costumes.

Reunimos em um vídeo especial depoimentos de quem nasceu ou foi “adotado” pelo Rio Grande do Sul. Pessoas que o consideram como parte da suas vidas e que celebram a beleza que os costumes e a tradição trazem as suas trajetórias. Dá o play no vídeo e assista à homenagem do Boticário a todos que acreditam na beleza da tradição!

Marcha do Orgulho Crespo: veja o que rolou em São Paulo

Valorizar o cabelo crespo e questionar os padrões de beleza estabelecidos: esses foram alguns dos objetivos da 3ª Marcha do Orgulho Crespo, que reuniu mais de 1.500 pessoas na Avenida Paulista no último sábado (05). O evento contou com uma programação cultural com palestras, oficinas e show de encerramento com a MC Soffia, rapper de 13 anos que tem muito a dizer sobre empoderamento.

A marcha, que é promovida todo ano desde 2015, aborda o debate racial pelo viés estético: o cabelo crespo e cacheado é um símbolo de resistência, identidade e autoestima. Um exemplo é que cada vez mais as mulheres têm abandonado o alisamento para assumir de vez os seus cachos, a chamada transição capilar.

Assumir os cachos, além de ser uma grande transformação estética, também é visto como um ato político: a de recuperação da própria identidade.

Prova disso? Uma pesquisa realizada pelo Google apontou que as buscas por cabelos crespos cresceram mais de 300% nos últimos dois anos e, pela primeira vez, o interesse por cabelos cacheados superou o por cabelos lisos nas buscas. Ou seja: cada dia mais e mais mulheres estão optando por assumir seus fios naturais! <3

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Elas disseram sim aos cachos e encararam a transição capilar

Uma dos debates, mediado pela jornalista Igi Ayedun e com participação de estilistas e modelos, trouxe um tópico que vem sendo cada vez mais discutido: a importância da representatividade na indústria da moda. Afinal, para naturalizar todo o tipo de beleza, é preciso que todas as pessoas ocupem esses espaços, né?

Nas oficinas, rolaram trocas de experiências sobre maquiagem para pele negra, penteados para cabelo afro e dicas sobre como passar pelo  big chop, que é o corte de cabelo que tira toda a parte alisada dos fios durante a transição capilar. Você sabia que hoje 24% das mulheres entre 18 e 24 anos se consideram cacheadas?

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Famílias inteiras foram juntas para o evento, numa celebração de cultura, história e força que o cabelo crespo representa. E é maravilhoso um mundo onde as crianças já são empoderadas desde cedo, não é mesmo? <3

Como um evento que reverencia a beleza do cabelo crespo, muitas mulheres maravilhosas, cheias de estilo e atitude passaram por lá. Vem ver:

O evento na paulista mostra que força do cabelo crespo vai muito além da estética: é empoderamento! E você? Se orgulha dos seus cachos? <3

Winnie Harlow: modelo que quebra padrões no mundo da moda

Quem acompanha o mundo fashion já percebeu que, nos últimos anos, algumas modelos estão desafiando os padrões de beleza antes estabelecidos na indústria da moda. Cada vez mais inclusiva, a moda hoje destaca, em suas passarelas e editoriais, mulheres talentosas e de belezas diversas, que antes não encontravam espaço dentro desse universo. E vamos combinar: é sempre bom ver mulheres com belezas parecidas com as nossas nas capas de revistas, não é?

Winnie Harlow é uma dessas mulheres que estão ampliando o significado de beleza o mundo da moda. Além de se consolidar como uma das modelos mais requisitadas da atualidade, ela, que completou 23 anos nesta quinta-feira (27), tem voz ativa pela representatividade no mundo da moda!

Aos quatro anos, Winnie foi diagnosticada com vitiligo, uma doença que causa a perda gradativa da pigmentação da pele e gera manchas pelo corpo. Como sua pele é negra, as manchas têm ainda mais destaque na pele da modelo, que já afirmou em entrevistas ter crescido ouvindo apelidos relacionados a essa característica.

Isso nunca foi problema para a canadense, que sempre quis ser modelo. Aos 19 anos, ela participou do reality show America’s Next Top Model, que abriu as portas para uma carreira de sucesso e para marcas famosas, cujas campanhas a modelo estrelou. Sucesso, né?

Mas chegar e conquistar espaço em uma indústria que ainda valoriza um tipo muito específico de modelos exige muito trabalho e muita fé em si mesma e no seu poder. E isso Winnie tem de sobra, como deixou claro em uma entrevista a uma publicação americana: “Adoro ser diferente. Sou eu mesma. Se dissesse que não, significaria que não gosto de mim mesma”. A gente não poderia admirar mais!
O talento e a postura autoconfiante também fazem com que a modelo tenha uma legião de fãs nas redes sociais: no Instagram, são 2,4 milhões de pessoas que acompanham seus passos e sua rotina. Ela faz questão de deixar as manchinhas à mostra em seus looks.

Não é por acaso que Winnie é considerada uma importante porta voz da inclusão no mundo da moda. Desde que se tornou reconhecida como modelo, ela participa de diversos eventos de empoderamento feminino, sempre falando sobre a importância do amor próprio, e sobre a responsabilidade de representar uma beleza diferente, para que meninas tenham mais exemplos para crescer se inspirando. <3 Certíssima!

Com essa trajetória, muita gente considera Winnie uma super inspiração. Nesse ano, ela recebeu o Prêmio da Editora no “Glamour Women of the Year”, que reúne, todo ano, em Londres, mulheres que se destacam em diversas áreas de atuação. A supermodel foi considerada inspiração do ano. Não tem como discordar, não é mesmo? E seu look na noite da premiação (foto abaixo) brilhou como nunca!

Demais, né? Por um mundo em que as mulheres acordem todas as manhãs com a consciência e o orgulho de quem são! <3

Quer saber quem mais levanta a bandeira de representatividade no mundo da moda? Separamos três nomes para você prestar atenção!

Halima Adem

A modelo foi a primeira concorrente do Miss Minessota USA a usar um burkini e um hijab. Depois disso, Halima, que é muçulmana, conquistou espaço no universo fashion: foi capa de revistas, e desfilou para grifes como a Yeezy Season 5, do Kanye West, sempre com muito orgulho de sua identidade.

Ashley Graham

A modelo plus size conta que ouviu muitas vezes que nunca conseguiria estrelar editoriais por causa do tamanho do seu manequim. Hoje, acumula capas de revistas como Vogue e Elle, e foi a primeiro modelo plus size a posar para a edição Swimsuits da revista Sports Illustrated. E com muito orgulho!

Duckie Thot

A australiana foi revelada numa edição do Australia’s Next Top Model e não se importa em criticar o que ainda não está funcionando direito no universo da moda. Diversas vezes, trouxe à tona, em suas entrevistas, o assunto da falta de representatividade negra em editoriais de moda, composto, em sua maioria, por pessoas brancas.